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Historicamente a região de Laranjeiras do Sul possui ampla experiência na produção de um alimento que certamente estará na sua mesa neste dia. O feijão, cultura essencial na mesa do brasileiro, atualmente tem chamado a atenção dos produtores, devido à valorização do preço para a venda. Sabemos que o cultivo tem alguns pontos a serem observados como dificuldades de mão de obra na colheita ou mesmo chuva durante o ciclo final da cultura. Mesmo assim é uma opção viável para o cultivo regional. Uma forma de agricultura que tem crescido na região é juntamente o cultivo de feijão orgânico.
O Jornal Agrícola que vai ao ar pela Rádio Campo Aberto, de segunda a sexta-feira, às 6h30min da manhã, conversou com o engenheiro agrônomo e consultor da Macrorgânicos Consultoria em Orgânicos e Agroecologia Chistiano Boza.

Jornal Agrícola: Qual a importância da produção de feijão orgânico e as características deste tipo de agricultura?
Chistiano Boza: A cada dia que passa a busca por uma alimentação saudável cresce, e os alimentos orgânicos são um símbolo de uma alimentação e de uma vida saudável. Se busca nos alimentos orgânicos suas principais características, principalmente o melhor sabor, a melhor qualidade nutricional e também ausência de resíduos químicos de fertilizantes derivados do petróleo e de agrotóxicos, os quais são prejudiciais a saúde.
O feijão é um alimento muito procurado pelos consumidores de orgânicos, ou seja, porque busca uma vida com mais saúde e mais qualidade. Isso se deve principalmente por ser de conhecimento da população geral da quantidade de aplicações de agrotóxicos que se faz num ciclo de cultivo de feijão. Principalmente por, nos últimos anos, terem sido desenvolvidos agrotóxicos de fim de ciclo de cultivo, usados para acelerar a maturação uniforme do feijoeiro e acelerar a colheita. Então, em poucas semanas antes da colheita se realiza uma aplicação química, e depois o produto segue pela a cadeia de beneficiamento e comercialização.
Mas produzir feijão orgânico não é impossível. Hoje muito se perde em termos de adubos dentro da propriedade. Poucos agricultores aproveitam adequadamente os estercos e urinas das criações animais, ricos em nitrogênio, matéria orgânica e microrganismos benéficos ao solo, ou mesmo não aproveitam as cinzas da propriedade, ricas em potássio e micronutrientes, muito benéficas ao solo. Então apenas realizando um bom aproveitamento desses resíduos já se tem bons resultados para produzir um bom feijão orgânico. A correção do solo com calcário, que é um pó de rocha, não tóxico para a saúde, traz bons resultados produtivos, assim como o fosfato natural e o pó de basalto, também ricos em nutrientes. Então existe um leque interessante de opções para adubação orgânica do feijoeiro.

Jornal Agrícola: Quais as opções que o produtor de orgânico tem o controle das principais doenças do feijão?
Chistiano Boza: Para o controle de doenças existem tanto produtos comerciais a base de cobre permitidos pela legislação de orgânicos, como é possível preparar em casa, a custo de menos de R$ 5,00 por 20 litros de calda bordalesa, rica em cobre e cálcio, que previne e controla doenças como antracnose e mancha angular. Ainda sobre doenças, produtos biológicos à base de tricoderma realizam prevenção e controle de murcha de fusarium, podridão de caule.
Produtos à base de enxofre também são eficientes contra doenças e insetos do feijoeiro. Há tanto produtos comerciais quanto é possível fazer em casa a calda sulfocálcica, à base de enxofre ventilado e cal, com custo de cerca de R$ 10,00 para 20 litros, terá produto para aplicação em mais de 5 alqueires.

Jornal Agrícola: Quanto à limpa da cultura, como pode ser feita sem ferir os preceitos da produção orgânica?
Chistiano Boza: Quanto à limpa do mato, a grande preocupação de um agricultor que pensa em ir para a produção orgânica devido à mão de obra, não há motivo para tanta preocupação assim. Existem diversas opções de capinas mecanizadas com cultivadores e carpideiras, desde carpideiras de tração animal de 1, 2 ou 3 linhas, até carpideiras mecanizadas de 5 ou mais linhas, que qualquer trator de 50cv é capaz de puxar. E esses implementos têm um custo muito baixo se comparado com outros implementos agrícolas, onde com R$ 1.500,00 se consegue adquirir uma carpideira de cinco linhas para trator.

Jornal Agrícola: Quanto ao acesso ao mercado para venda, quais as estratégias que estão sendo usadas pelos produtores?
Chistiano Boza: Quanto à comercialização do feijão orgânico, em Laranjeiras do Sul e região, muitos agricultores comercializam de casa em casa, direto ao consumidor. É comum na cidade pessoas que tem suas garrafas pet de feijão comprado de um agricultor de confiança. E geralmente se praticam preços entorno de R$ 5,00 o quilo do feijão do produtor direto ao consumidor.
Mas também para quem tem interesse e condições de produzir em escala maior, existem várias empresas do Paraná e de fora do Estado interessadas em comprar feijão orgânico, sempre ofertando preços bem acima do praticado pelo mercado convencional.
Então, vamos produzir orgânicos. É bom para o produtor, é bom para o consumidor, é bom para o meio ambiente.

Serviço:
A Macrorgânico desenvolve consultorias para a produção e comercialização de feijão orgânico e de outros produtos orgânicos. Entre em contato com a Macrorgânico Consultoria e saiba mais através do (42) 99819-9906 ou pelo email comercial@macrorganico.com.br.   Acesse também o site www.macrorganico.com.br.

Foto: Produção de feijão orgânico de Josué Novakoski de Quedas do Iguaçu. Área de 5 hectares - Macrorgânico Consultoria


 

Postado por Jefferson Silva - Data: 20/02/2019

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