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O Meio-Oeste e as Planícies norte-americanos têm sido duramente castigados nos últimos dias por conta das chuvas intensas que chegam à regiões. Os estados de Nebraska, Iowa, Missouri, Kansas e as Dakotas foram alguns dos mais afetados, registrando inundações capazes até mesmo de destruir silos cheios de grãos. Os prejuízos ainda estão sendo contabilizados. 
Há centenas de rodovias e ferrovias cobertas pela água, silos e outras estruturas completamente destruídas em fazendas de importantes estados produtores do Corn Belt. Animais lutando para sobreviver e os produtores norte-americanos se preparando, prestes a darem início ao plantio da safra 2019/20. 
Até este momento, segundo a mídia norte-americana, as enchentes já causaram a morte de aos menos três pessoas e de um número ainda não sabido de animais, além de terem desabrigado centenas de pessoas. Todo o sistema logístico local, é claro, está comprometido e completamente parado.
As imagens, mostram alguns pontos de alagamento e das perdas visíveis. Trata-se da pior enchente nos Estados Unidos em quase 130 anos. 
Além das propriedades rurais, os elevados níveis da água têm prejudicado de forma também bastante severa diversos setores da agroindústria. A multinacional ADM - uma das maiores do mundo no setor - fechou as portas de sua planta de etanol em Columbus/Nebraska, ainda sem data para a reabertura, segundo noticiou o portal internacional Farm Futures. 

Logística x Prêmios
Com todo o sistema logístico comprometido nestas regiões do Corn Belt, os prêmios pagos aos grãos norte-americanos mostraram alguma mudança, ainda de acordo com Bryce Knorr. Há produtores, inclusive, tentando garantir alguma oportunidade de melhores negócios onde os preços melhoraram em função dessa situação e onde o transporte não foi tão duramente afetado. 
Com a redução das barcaças disponíveis para a movimentação dos grãos, os prêmios subiram em alguns terminais, como em Saint Louis/Missouri e Clinton/Iowa. O movimento, entretanto, não foi generalizado.
De acordo com o Relatório Semanal de Transporte de Grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na semana encerrada em 9 de março, apenas 486 barcaças foram descarregadas na área de New Orleans, a menor desde junho de 2017. A média das últimas quatro semanas, como mostra o boletim, ficou 21% abaixo da média dos últimos três anos. 
Há muitos pontos do rio Mississipi, um dos principais no transporte de grãos dos EUA, onde o nível da água subiu surpreendentemente e travou toda a logística. As poucas horas de luz do dia, ainda segundo Knorr, é outro agravante. 
"Os ventos fortes, a neve e as inundações impediram que a maioria dos elevators (terminais recebedores de grãos) se preocupasse em encontrar vendedores", disse o analista. 
Um grande volume de vendas ainda não firmadas e o movimento mais lento de produtos para o Golfo agora pode ajudar a fortalecer os prêmios, pelo menos pontualmente. Os valores, porém, seguirão pressionados diante dos altos estoques ainda disponíveis nos EUA.

Fonte: Notícias agrícolas
 

Postado por Jefferson Silva - Data: 19/03/2019

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