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O ano de 2019 começou com a promessa de novos ventos no cenário político brasileiro. Seja pelas características dos governantes eleitos para ocupar os palácios do Planalto (em Brasília) e Iguaçu (em Curitiba), que foram vitoriosos ao proporem grandes mudanças na estrutura vigente, seja pelas novas legislaturas que se iniciam nos planos estadual e federal (na Câmara dos Deputados com uma taxa recorde de renovação), a perspectiva é de um olhar diferente sobre diversos setores da nossa economia. Diante deste cenário, o agronegócio brasileiro (e paranaense) tem uma oportunidade ímpar de encampar suas principais demandas, eliminar gargalos históricos e desatar os nós do chamado “custo Brasil”, que sufocam o crescimento da nação e transformam em poeira o fruto do suor dos produtores e trabalhadores rurais.
Algumas decisões recentes dão uma mostra do que vem por aí. Uma delas foi a suspensão das tarifas antidumping sobre o leite em pó importado da União Europeia e Nova Zelândia. A medida – que azedou os ânimos de toda cadeia láctea brasileira – reflete o viés liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, que já se declarou contrário a diversos tipos de subsídios às atividades produtivas.
Dias depois, o governo voltou atrás, anunciando a criação de um imposto sobre o produto importado, que acabaria por compensar a retirada da tarifa antidumping. Até o fechamento desta edição a medida compensatória ainda não havia sido implementada. Apesar da aparente solução, a questão mostrou que existem diferenças que ainda devem ser aparadas para que esta administração possa encontrar seu caminho.
 “Imediatamente após a suspensão das medidas antidumping contra o leite em pó europeu, foi determinada pelo presidente a elevação da tarifa para a importação deste produto. Temos convicção que o presidente será o ponto de ponderação para avançarmos com cautela”, acredita o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra.
“Me parece que existe um conflito dentro do governo. As demandas de diversos setores acabam no ministro da Economia, que já mostrou que não vai ter subsídios, como crédito subsidiado. E isso não só para agricultura, mas para todos os setores”, observa o sócio da consultoria MB Agro, José Carlos Hausknecht. “Concordo que a ministra Tereza Cristina (da Agricultura) escuta muito o agro, mas sinto uma resistência grande na economia, que no final das contas é quem tem o dinheiro”, completa.
A sensibilidade da ministra, aliás é um ponto a ser comemorado nesta nova gestão. Oriunda do legislativo, onde comandou a Frente Parlamentar da Agropecuária, Tereza conhece bem as demandas do produtor rural. “O peso do agronegócio nas pautas econômica e social do Brasil torna o campo prioritário a qualquer governo. A diferença é que, no caso do atual presidente, fomos destacados desde o primeiro momento da campanha. Isto ficou ainda mais evidente quando a escolhida para assumir o ministério da Agricultura foi […] a deputada Tereza Cristina, uma inquestionável liderança, conhecedora e defensora do setor produtivo”, observa Turra, da ABPA.

Fonte: FAEP

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Postado por Jefferson Silva - Data: 29/03/2019