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Em uma manchete nesta sexta-feira, 26 de abril, o jornal norte-americano The Wall Street Journal alerta: Após devastar a China, peste suína africana ameaça se tornar global, mercado fica apreensivo.
Com a possibilidade de chegar aos EUA, especialistas já fazem levantamentos dos impactos para o país. Um estudo do professor de economia Dermont Hayes, da Universidade Estadual de Iowa, mostra que no primeiro ano de um surto da doença em território norte-americano causaria uma perda financeira de US$ 8 bilhões para produtores de carne suína, US$ 4 bilhões para a indústria do milho e US$ 1,5 bilhão para a soja. 
No Brasil, o Ministério da Agricultura também alinhou seus trabalhos e intensificou as medidas para evitar o ingresso do vírus no país. 
"As ações de fiscalização foram intensificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para evitar o ingresso no país do vírus da Peste Suína Africana (PSA), que afeta o rebanho chinês.A vigilância agropecuária internacional é de suma importância para proteger o rebanho brasileiro, observou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal", disse uma nota da pasta.
As mudanças causadas pela epidemia são bastante profundas e os impactos causados ainda podem levar anos para serem revertidos. A indústria de carne suína chinesa já sente severamente o quadro, uma vez que desde agosto de 2018 já foram abatidos mais de 1 milhão de animais, de acordo informações do escritório de veterinário do Ministério de Agricultura e Assuntos Rurais da China.
O número de matrizes já apresenta um recuo de 21% em março se comparado ao mesmo mês do ano passado, o que irá acarretar em problemas futuros. Do mesmo modo, somente na primeira semana do mês de março os preços da carne suína subiram 2,1% em relação ao mesmo período de 2018. Na primeira semana de abril, porém, a alta já doi de 36%. 
A carne suína é mais consumida da China. O país vive o ano do porco em 2019, segundo o calendário lunar - muito importante para os chineses - e todos os fatores convergem para preços cada vez mais altos frente a estoques cada vez mais ajustados. Afinal, além das mortes de animais já contabilizadas, o país enfrenta dificuldades em controlar a peste e mais de 70% dos produtores têm evitado recompor seus rebanhos. 
Os números são bastante preocupantes, no entanto, na avaliação de especialistas nacionais e internacionais poderiam ser bem piores. Por ser um país muito fechado, os dados da China poderiam mostrar apenas uma parte do problema, segundo representantes de indústrias que tiveram acesso à informações confidenciais, diz o South China Morning Post. 
Atualmente, quem já exporta carnes para a China são as cinco gigantes dos alimentos no Brasil, no entanto, ainda como explica o executivo, para atender toda essa demanda da nação asiática, o Brasil precisará ter seus frigoríficos menores também habilitados. "Quem conseguir essa habilitação terá grandes oportunidades. Isso, depois de alguns problemas enfrentados, poderá oxigenar todo o setor. E este é um setor de margens estreitas, que pode ver uma melhora com esse cenário". 
Desde 1º de agosto, quando os primeiros casos começaram a ser registrados, os futuros dos suínos negociados nas bolsas norte-americanas subiram mas de 30%. No mesmo período, as ações da brasileira JBS mais do que dobraram de valor. 
O mapa mostra casos de peste suína africana em três continentes até 4 de abril - Fonte: OIE e Bloomberg

Fonte: Notícias Agrícolas


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Postado por Jefferson Silva - Data: 27/04/2019