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Um crime bárbaro que chocou a cidade de Cantagalo, no Centro-Sul do Paraná, será julgado na próxima segunda-feira (3). Alceu Xavier de Lima vai a júri popular pela acusação feminicídio. Ele matou a esposa Márcia Spitzner, no dia 2 de fevereiro de 2017, com vários disparos de arma de fogo. O crime causou comoção em toda a região pela frieza do assassino que executou a mulher na frente dos familiares. As ameaças contra ela eram constantes. No dia do crime, em áudio uma mulher confessou para a família ser amante de Alceu e que ele afirmava que Márcia não queria a separação. Ao ouvir o áudio, Alceu riu e afirmou que aceitaria a separação e foi para a casa. Márcia estava na casa dos pais naquele momento. Márcia, que tinha 30 anos, junto com os pais foi até a residência do casal buscar as coisas pessoais, mas nem todos os objetos couberam no carro. Foi então que Alceu decidiu levar o restante do material. O homem aparentava estar calmo, tomou café com os sogros, se despediu apertando a mão de todos que estavam na casa e ao abrir a porta do carro mexeu no banco do veículo. O pai de Márcia achou que ele estava consertando alguma coisa, ofereceu ajuda, mas o rapaz disse apenas que “precisava terminar o serviço”. Depois disso ele virou rapidamente atirando contra Márcia que estava sentada. A mulher tentou correr, mas ele voltou a fazer disparos, deu uma rasteira nela e continuou atirando. As últimas palavras de Márcia foram: “o que é isso, Nego?” Alceu atirou contra todos os familiares e atingiu o joelho de um cunhado. Desesperada, a mãe de Márcia tentou socorrer a filha, foi até o local onde ela estava caída, mas o assassino voltou e disparou mais um tiro contra a cabeça da mulher.

Histórico de ameaças

Lucimara Aparecida Antunes, irmã de Márcia por parte de mãe, conta que ela sempre foi querida, carinhosa e atenciosa com todos, desde criança. “Nunca demonstrou a tristeza que carregava com ela, mesmo com todas as ameaças que sofria”, relata. As ameaças eram pesadas e aconteciam há muito tempo. “Ela sempre contou pra mim sobre as ameaças. Ele vinha ameaçando ela há um bom tempo com arma de fogo, vários tipos de ameaça. Levava ela no cemitério e em outros lugares e ameaçava com arma de fogo”, lembra. Por conta das ameaças, Lucimara levou Márcia para morar com ela em Guaratuba, no litoral do Paraná, mas Alceu foi atrás e disse que se a mulher não voltasse para Cantagalo mataria toda a família. “Ela tinha medo porque sabia que ele era capaz, ela sabia com quem estava”, diz a irmã. Por várias vezes a família tentou tirar ela das mãos de Alceu, mas ele sempre convencia a mulher a voltar. Por último, ele mesmo levou Márcia até a casa dos pais e disse que não queria mais a mulher. “A gente ficou meio sem entender o que estava acontecendo, mas aceitamos felizes como se fosse concretizar o que ele estava falando”, conta Lucimara. No dia seguinte, no entanto, ele retornou. Segundo Lucimara, ele sempre chamava a mulher para conversar sem serem ouvidos.

Suicídio

A dor de Márcia era tanto que ela chegou a tentar um suicídio. Em uma agenda deixou uma carta se despedindo da família, contou porque iria cometer suicídio e, no momento em que iria executar o plano o marido chegou junto com uma irmã, cortou a corda que ela havia preparado e impediu que ela se matasse. “Depois disso eles aparentavam estar vivendo uma vida tranquila, mas logo as ameaças voltaram”, relata a irmã. Márcia Spitzner era prima da advogada Tatiane Spitzner, que foi morta pelo marido Luis Felipe Manvailer em julho do ano passado na cidade Guarapuava, distante 70 km de Cantagalo.

Fonte: Blog Meia Hora


 


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Postado por Adilson Nogueira - Data: 30/05/2019