Uma nova greve dos caminhoneiros poderá acontecer na próxima quarta-feira (19). A paralisação, se ocorrer, será das 6h à s 18h. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Condutores de VeÃculos Automotores (Abrava), Walace Landim. De acordo com o sindicalista, conhecido como Chorão, os motoristas estão sendo orientados a não criarem bloqueios nas rodovias.
A paralisação dos caminhoneiros já estava marcada. A ideia inicial era permitir que a categoria pudesse acompanhar a votação que ocorreria no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da tabela do frete. Mas a votação foi suspensa a pedido da Advocacia Geral da União (AGU).
Uma reunião de conciliação foi agendada para o dia 10 de março pelo Ministro do STF, Luiz Fux. O adiamento da votação desagradou os caminhoneiros, que decidiram manter a paralisação em protesto. “A categoria vai parar na quarta-feira em resposta ao descaso do ministro (Fux), afirma Chorão.
O sindicalista afirma que Fux não indicou quando o assunto voltará à pauta do Supremo. Trata-se do segundo pedido de adiamento de votação do tema feito pelo governo. Segundo integrantes da equipe do Palácio do Planalto, há diálogo permanente com a categoria. O risco de uma nova greve seria nulo.
Justiça proÃbe greve dos caminhoneiros em Santos
Um grupo de motoristas autônomos fez uma paralisação nas imediações do porto de Santos, no litoral paulista. Mas as operações já foram normalizadas, sem bloqueio de vias.
Ontem a Justiça proibiu que houvesse greve dos caminhoneiros no porto de Santos. A decisão, em caráter liminar, atende o pedido da Companhia Docas do Estado de São Paulo. Em um vÃdeo divulgado em redes sociais, caminhoneiros indicavam que bloqueariam o porto. Mas os bloqueios duraram pouco tempo.
Na liminar, expedida pelo juiz Roberto da Silva Oliveira, as manifestações foram vetadas, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 200 mil. Os caminhoneiros estão impedidos de bloquear os acessos ao porto entre os dias 17 e 21 de fevereiro.
“Além disso, há uma operação previamente agendada, no mesmo perÃodo de tempo, para se evitar a proliferação do coronavÃrus, com possÃvel contágio de tripulantes em navio que atracou em portos chinesesâ€, diz o magistrado. “Portanto, não é desejável bloqueios que inviabilizam as medidas sanitárias que estão sendo tomadasâ€, acrescenta o juiz.
Na semana passada, caminhoneiros do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos (Sindicam) publicaram um vÃdeo em que o presidente da entidade, Alexsandro Viviani, anunciava o bloqueio. O lÃder sindical defende a paralisação para reivindicar o cumprimento do piso mÃnimo do frete e a redução do preço dos combustÃveis. A pauta também inclui a discussão sobre a perda de postos de trabalho no porto de Santos.
A operadora logÃstica Rumo também obteve no domingo uma liminar proibindo qualquer manifestação na área em que mantém operações na região portuária. A sentença foi redigida pelo juiz VÃtor Gambassi
Tabela de frete ajudou a pôr fim à greve de 2018
A edição de uma tabela de preços mÃnimos de frete foi uma das principais concessões feitas pelo governo do presidente Michel Temer para encerrar a greve nacional de caminhoneiros, que durou 11 dias. A paralisação, em maio de 2018, causou grave crise de desabastecimento em vários setores e parou o PaÃs.
O instrumento, que continua em vigor, foi instituÃdo pela Medida Provisória 832/2018 e convertida na Lei 13.703/2018. A Resolução 5.820/2018, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), regulamentou a medida.
O ministro Luiz Fux é relator de três ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) contra a medida. As ações foram movidas pela Associação do Transporte Rodoviário do Brasil (ATR Brasil), que representa as transportadoras, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
As três entidades alegam que a tabela de frete fere os princÃpios constitucionais da livre concorrência e da livre iniciativa. O argumento é que o a tabela seria uma interferência indevida do governo na atividade econômica. O objetivo de todas as ações é que seja concedida uma liminar suspendendo a vigência da tabela imediatamente.
Os caminhoneiros alegam que há uma distorção no mercado. De acordo com os motoristas, sem a tabela eles não têm condições de cobrir os custos do serviço que prestam e garantir o próprio sustento.
Fonte: www.bandab.com.br
Postado por: Digital
18/02/2020